Mais de 1.000 alunos foram cadastrados, dos quais cerca de 600 já foram triados no âmbito da da validação de um sistema de Triagem Universal de Alunos com Necessidades Educativas Especiais, em curso na Cidade de Maputo e na Província de Gaza.
A iniciativa é promovida pela Associação Aprender Sem Fronteiras (ASF), em parceria com o Ministério da Educação e Cultura (MEC) e com o apoio do Movimento de Educação Para Todos (MEPT).
Com a solução, os sinais específicos de dificuldades de aprendizagem passam a ter um plano de apoio adequado e os professores são empoderados com a visibilidade das dificuldades individuais, estratégias concretas de intervenção para aplicar na sala de aula e melhor compressão das necessidades educativas especiais de cada aluno. Para o sistema de Educação, esta é uma base de dados estruturados e on-line sobre a prevalência da deficiência no sistema nacional de educação, que permitem orientar políticas públicas com base em evidência real.
Os especialistas do Centro de Recursos de Educação Inclusiva de Gaza partilharam “estamos a descobrir casos que nunca teriam sido notados.”
Laércio Mondlane, Vice-Presidente da ASF, destaca que “o objectivo é garantir que nenhuma criança fique invisível no sistema, que cada professor saiba identificar NEEs e que tenha mecanismos de intervenção adequados para cada situação que identificar”
A fase piloto abrangeu 5 instituições de ensino em Maputo e 1 na Província de Gaza:
— Escola Secundária da Polana
— Escola Secundária Josina Machel
— Escola Primária Completa de Nlhamankulo
— Escola Primária 25 de Junho de Nlhamankulo
— Escola Primária 3 de Fevereiro
— Centro de Recursos de Educação Inclusiva de Gaza (CREI-Gaza)
Espera-se que esta experiência seja replicada por mais escolas, assegurando que mais alunos com NEEs beneficiem da intervenção.

